março 06, 2004

Somos ricos

A minha mãe sempre me disse: - Estuda rapaz para seres um homem.
E eu respondia: - Olha, o pai é um homem e não sabe ler nem escrever!
Isto para dizer que sempre gostei de ler jornais, mas agora mais do que nunca. A gente lê e fica mais culto. Quem lê aprende.
Foi o que me aconteceu esta manhã ao ler o «Expresso», onde fiquei a saber que ¼ das famílias portuguesas tem duas casas.

Diz aquele semanário que “Portugal é o país europeu com maiores índices de segundas habitações. A percentagem de portugueses com mais do que uma casa é duas vezes superiores `que se verifica em países mais ricos e desenvolvidos como a França, Finlândia ou Estados Unidos.

“Estes números constam de um estudo da associação de empreiteiros de Obras Públicas, segundo o qual há uma casa de férias por cada 3,5 residências permanentes; e um quinto dos cinco milhões de alojamentos existentes só tem ocupação sazonal”.

A conclusão é espectacular: Uma em cada quatro famílias tem uma segunda habitação.
Para o autor do estudo os dados sugerem que a riqueza efectiva do País é muito superior à que transparece das estatísticas oficiais”.

Fico contente, pois ao ler os jornais fico a saber que sou mais rico do que aquilo que me transmite o meu saldo bancário. Esta uma grande vantagem de ler jornais.

Publicado por dizerbem em março 6, 2004 03:23 PM
Comentários

Mas o "Expresso", para além do jornal mais influente do país, que de facto é, é também um espécie de "Cara Alegre". Basta ver quem é director, para se perceber que há coisas que não são para levar a sério.
O país Portugal está cheio de tontos em todos os lugares de decisão. Esta é mais uma que nem sequer acredita na retoma. Acredita, isso sim, que a crise nunca existiu. Devíamos caminhar até Fátima, a pé, para agradecer a tão generoros "fazedores de sondagens". Já agora, não se importam de me dizer onde fica a minha segunda habitação? É que não sendo eu, propriamente um miserável, das duas uma: Ou não me questionaram na sondagem, ou estou à espera do registo de propriedade.

Afixado por: José Teófilo Duarte em março 7, 2004 02:52 PM

Face ao artigo do Expresso, e ao consluso resultado do estudo, venda ele da AECOPS ou de quem vier, revela a filosofia tristonha e "elitista" de parte da nossa população.

Serve de exemplo o facto de 1/4 das famílias portuguesas terem segunda habitação, que tanto pode ser de uso sazobnal como de rendimento, para comparar com os tais países ricos e dar a entender que, até nesta data, o nível de vida dos portugueses é muito bom, e até superior franceses, finlandeses e americanos.

Até pareceu que e estudos nos estava a comparar com qualquer população do continente africano ou asiático.

Pena foi que o(s) autor(es) do estudo, e o responsável pela publicação, não ficassem preocupados, e dispostos, para a situação dos outros 3/4 da população portuguesa.

Lembrei-me (sem querer) da velhíssima história dos dois amigos que vão almoçar frando assado. Um comeu o frango todo, o outro não comeu do frango, logo: A MÉDIA FOI 1/2 FRANGO PARA CADA UM DELES!

Esta gentinha é de mais, sempre preocupada com aquilo que os outros têm. Quando é nos começamos a preocupar com aquilo que "outros" não têm?

Afixado por: ISAURINDO ABEGÃO em março 8, 2004 12:40 PM

Ora aqui está uma coisa deveras interessante... Obviamente que para essa média contaram aqueles que não têm casa! Se eu sou portuguesa, vivo numa casa que não é minha, logo não tenho casa. A minha mãe tem uma, cada uma das minhas irmãs terá a sua. Já aqui somos quatro! Uma não tem casa, nenhuma tem duas casas... Ora bolas! As contas não batem certo!

Será que sou eu que ainda só sei somar dois mais dois e ter como resultado quatro, ou tive azar e escolhi logo as quatro pelintras do país?

Afixado por: Maria Morena em março 10, 2004 10:34 AM

Caros Amigos, tiremos o chapéu à inteligência desta Maria Morena. Eu tiro!

Esta intelegentíssima senhora, Maria Morena, já andou por outras bandas - Forun SNR, um exemplo - sempre com as garras afiadas para arranhar, e a língua veperina pronta a chatear, e por vezes a ofender, as outras pessoas, vem agora para este "blog" fazer os mesmos exercícios mentais, demonstrativos de uma inteligência que pensa que tem, e, que, pelo esforço que faz...cheira mal, cheira a neurónios queimados ( se isso é possível).

Venenosa! Esta mulher é venenosa. Porra!

Afixado por: ISAURINDO ABEGÃO em março 10, 2004 04:48 PM

Oh, amigo Dizer Bem, você ponha tento na língua deste homem. É que eu até posso ser loura, mas não sou burra! E não admito que este pseudo democrata venha para aqui chamar-me nomes!
E depois eu é que sou a viperina.

Afixado por: Maria Morena em março 10, 2004 11:07 PM

Há é muita gente que tem 2ª 3ª 4ª 5ª ª6... habitação e há muita gente que diz que não tem nada em nome próprio.
Há também muita gente que tem muitas casas arrendadas e não tenha proveito nenhum disso.
E ainda há muita gente que mora em casa arrendada à gente citada na linha de cima não se preocupa em comprar casa porque a renda é tão baixa que não compensa comprar nem tendo o dinheiro na mão para o fazer.
E há muita dessa gente que vive nessas casas onde a renda de um ano não dá para pagar 1 tijolo que ainda tem o descaramento de exigir obras aos outros que têm o azar de os ter como inquilinos.
Há de facto muita gente e muita casa mas tá tudo muito mal distribuido.

Afixado por: Paulo em março 11, 2004 01:53 AM

Caro Amigo Dizer_Bem, espero que não faça a vontade a esta senhora Maria Morena (que às vezes assina de nome próprio, e de outras vezes é espalha brasas e sei lá que mais).

Mas se o entender fazer, só pode proibir os meus comentários. Cortar-me o direito de responder a esta amiguinha da onça...NÃO.

Quanto a esta senhora me chamar de pseudo-democrata...é de rir, ela, esta senhora, não aguenta. E podia aqui responder-lhe à laia da resposta do Dr. Mário Soares sobre o Dr. Paulo Portas quando disse: "cresça e apareça", respondendo: "oh minha senhora, engorde, engorde e apareça.

Caro amigo Dizer_Bem, por favor, quando se encontrar, ou falar com a D. Maria Morena, diga-lhe que eu agradeço que ela não me chateie e que vá dar uma volta ao bilhar grande.

Muito obrigado a si caro Amigo, e...a ela.

Afixado por: ISAURINDO ABEGÃO em março 11, 2004 07:40 PM

Não há por aí quem ponha tento a estes dois senhores?
Bolas! Se o sr. Abegão diz que sabe quem é a sra morena porque é que não resolve essas desavenças em local próprio?

Afixado por: Monica em março 12, 2004 01:03 PM

Em relação aos comentários destes dois senhores, só se pode dizer que "há coisas que não se compram".

Afixado por: Manuel Lima em março 12, 2004 02:44 PM

D. Mónica, desculpe lá, alguém lhe pediu ajuda para resolver fosse o que fosse?

E desculpe ainda, quer eu quer a D. Maria Morena pedimos a sua opinião?

Ora minha senhora, porque é que não se mete nos assuntos que lhe dizem respeito?

Francamente!

Afixado por: ISAURINDO ABEGÃO em março 12, 2004 03:47 PM

Caro Senhor Manuel Lima

Tem toda a razão do mundo, de facto "há coisas que não se compram"! Por exemplo, a humildade de não tomármos partido em contendas que não nos digam respeito ou, não nos armármos em moralistas com relação a outros!

A questão entre mim e a Senhora D. Maria Morena, é um assunto que não diz respeito nem ao Senhor Manuel Lima, nem à D. Mónica, nem a ninguém.

E o Senhor Lima, e os demais, só lêem e têem conhecimento se quizerem.

Este "blog" tem outros e muito interessantes assuntos para que os senhores façam os seus comentários e dêem as vossas opiniões.

Õ facto da D. Maria Morena não vos responder, é uma questão dela, mas, eu não tenho que me calar, ainda que com isso os Senhores fiquem com mais "raiva" de mim.

Afixado por: ISAURINDO ABEGÃO em março 12, 2004 03:58 PM

Quanto à minha 2ª, não sei onde fica, mas a 1ª e única foi contabilizada a meu favor? ou está entre as muitas do Jardim Gonçalves? É que, quando a maior parte das nossas casas estão hipotecadas aos bancos, será que podemos falar de propriedade de alguma coisa? ou falamos apenas numa espécie de aluguer?

Afixado por: mijanaesquina em março 13, 2004 02:50 PM

Sei que não vou acrescentar muito ao que já foi dito, mas não resisto a transcrever aqui um parágrafo do ensaio "O labirinto da saudade" de Eduardo Lourenço.
"Há algumas semanas, um engenheiro, responsável e responsabilizado na liquuidação frutuosa dos erros dos outros, resumiu numa síntese insuperável a essencia da realidade portuguesa: somos um povo de pobres com mentalidade de ricos. Se tivesse acrescentado qualquer coisa como "ricos pobres", ou ricos imaginários, teria resumido oitocentos anos de história pátria ..."
Curiosamente, Eduardo Lourenço publicou-o no final dos anos setenta. Quase 30 anos depois, continuamos bem.

Afixado por: Fátima Santos em março 14, 2004 06:01 PM